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A Protecção da Identidade Online

identidade onlineA maioria das empresas reconhecem a importância que a protecção da sua marca e do nome dos seus projectos tem para estabelecer sua identidade na Internet,  e que este património é demasiado importante para ser deixado ao acaso.

Para quem tem um negócio que lida com variadas marcas especialmente de âmbito internacional, a responsabilidade da sua protecção aumentou dramaticamente. Não proteger um espectro significativo e importante de domínios relacionados com a actividade do negócio poderá ter consequências incalculáveis.

Ao desenvolver e planear uma estratégia de gestão de presença de identidade online reduz não só este risco, como potencia ainda o desenvolvimento de novos canais de comunicação originando fontes de receita adicionais.

Se tivermos em consideração os valores elevadíssimos que são gastos anualmente para o desenvolvimento e incremento de valor na promoção no nome e marcas das empresas é fundamental que não seja descurado neste processo uma verdadeira estratégia de protecção de marca online.

 

Este processo de planeamento terá de ter em consideração o maior número de extensões para nomes de domínios relacionados com a identidade da empresa que tenham relevância estratégica para a mesma, sejam estas extensões de carácter genérico (gTLDS) ou regional (ccTLDS), sendo que no caso dos domínios regionais os mesmo ultrapassam já os 40% das opções de registo dos domínios em todo o mundo, uma vez que oferecem desde logo  à própria identidade uma presença oficial online em determinado mercado regional, seja ele um país ou uma região geográfica específica.

 

Neste processo é importante que a empresa considere os nomes de todos os projectos e produtos que desenvolve e ainda os que tem em carteira de desenvolvimento por forma a antecipar a respectiva protecção desses nomes nas extensões que tenha relevante interesse comercial ou por necessidade de protecção para evitar abuso de notoriedade por terceiros.

 

Caso este processo não seja garantido, abre-se uma porta aos “traficantes” de nomes de domínio na Internet que antecipam ou garantem o registo de domínios que acabam de expirar por esquecimento da empresa e que atraem as acções de especulação devido ao actividade de tráfego e pesquisa desses nomes ou pela popularidade ou potencial da marca em causa.

 

Outra forma de “abuso” indirecto de notoriedade de marca ou nome é a “colagem” a nomes ou expressões semelhantes que redireccionam o excesso de tráfego que por acidente aterram nestes sites ou por semelhança de conceito e assim conseguem captar uma fatia de clientes sem esforço, aproveitando a boleia da força da marca original. O denominado e comum “phishing” é muito utilizado através de endereços de sites e emails muito próximos do original.
Uma vez que se trata de um processo dinâmico e em constante evolução é fundamental acompanhar os novos conceitos lançados pelo ICANN que podem abrir novas brechas para uma eventual violação de direitos, como por exemplo, a possibilidade actual da utilização de caracteres especiais em várias línguas ou mesmo os novos modelos de domínios denominados TOP.

 

O tratamento da confidencialidade é outra forma muito importante da gestão de determinado portfólio de domínios, pois oferece a protecção necessária à entidade de registo para tranquilamente ir protegendo as suas novas ideias sem que seja necessário revelar de imediato os proprietários daquele nome em questão.

 

Este tipo de planeamento e protecção é agora vulgarmente denominado Gestão Inteligente de marcas. Onde a empresa que contempla esta área de actuação na sua estratégia, obtêm e produz para seu beneficio directo, relatórios especializados por zonas geográficas e extensões eminentes onde existe um risco efectivo para a marca, o seu nível vulnerabilidade e potencial de abuso de marca.

 

Para as nossas empresas nacionais quer tenham ambição exportadora ou não, é crítico considerarem a protecção 360º das suas marcas e projectos na Internet, nomeadamente nos mercados onde existem ligações linguísticas naturais com uma relativa probabilidade de expansão, tais como o registo e protecção de nomes de domínio no mercado brasileiro, angolano, cabo verdiano e moçambicano, tendo em consideração que para os casos mais burocráticos ou na exigência de presença local existem já serviços online que facilitam todo este processo por valores bastante acessíveis para qualquer PME.

 

Em resumo, planear e prever toda uma estratégia de protecção de marcas e nomes na Internet sem ter de reagir por impulso e sem garantias de que um ano depois a renovação não é esquecida inadvertidamente, é fundamental ter uma visão geral deste planeamento numa óptica regional, com base nas mais diversas extensões genéricas, com base na declinação dos respectivos nomes e ainda com as variações dos respectivos caracteres.

O resultado final será a capitalização de um activo que assenta num portfólio valioso de identidades de presença online que reflectem o profissionalismo da imagem e do negócio da própria empresa.

 

Nuno Matias

Country Manager Amen Portugal

 

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